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Enredo da União da Ilha 2009

Domingo, Junho 22nd, 2008

União da ilha

Enredo: Viajar é preciso - viagens extraordinárias através de mundos conhecidos e desconhecidos

Carnavalesco: Jack Vasconcelos

Introdução

Tecnicamente falando, viajar é a ação de se deslocar de um lugar a outro, com distâncias variadas e itinerários diversos, e o termo viagem também é usado como conotação e devaneio. Exploração é ato de pesquisar, ou viajar, com o intuito de descoberta.

Mas o encontro com o novo, o original, o diferente, o desconhecido, tende a provocar uma série de mudanças e uma satisfação pessoal que, normalmente, não se encontra na realidade cotidiana; além de ser sustentado por uma expectativa imaginativa sobre aquilo que irá, ou poderá, se encontrar. O homem precisa viajar: com seus olhos, seus pés e sua mente para conhecer o mundo e a si próprio.

Enredo

Em 1863, um pequeno livro aparece nas prateleiras das livrarias francesas contando uma incrível história sobre três viajantes pelo mundo. Era no brilhante século dezenove, embalado pelo otimismo da revolução industrial, que o autor daquele pequeno passaporte literário chamado Júlio Verne bebia inspiração para seus visionários romances; entusiasmado com a expansão científica da época que viu nascer a fotografia, o cinema, o automóvel e a eletricidade, enchendo suas obras de inovações inimagináveis. Sua mente era uma máquina criativa que fabricava traquitanas e engenhocas maravilhosas, antecipando o futuro, profetizando acontecimentos e idéias, fascinando várias gerações de leitores. (more…)

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Estácio 1979

Segunda-feira, Junho 16th, 2008

Estava a pouco navegando no site da Estácio de Sá e me encontrei esse antológico desfile de 1979 que eles disponibilizaram em seu site.

Enredo: Das trevas ao sol, uma odisséia dos karajás.

A Estácio(que na época se chamava Unidos de São Carlos) foi a segunda escola a desfilar no domingo de carnaval e foi a 8ª Colocada do Grupo 1A.

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Bateria

Sábado, Abril 5th, 2008

Bateria da Escola G.R.E.S. ESTÁCIO DE SÁ 2007 O Ti Ti Ti Do SapotiBateria

O coração da escola. Assim pode ser definida a bateria de uma escola de samba. Lá, o samba pulsa, na batida do surdo. É dali que a animação flui, transbordando pela Sapucaí, ditando o ritmo da agremiação no desfile. Quando o puxador da escola começa a cantar o samba, público e componentes já se agitam. Mas é somente quando o repique soa e a bateria entra que a festa é total: é carnaval! Ao seu vibrante som, acompanhado pelo samba-enredo cantado, a escola passa e encanta na avenida.

Uma bateria de escola de samba tem, em geral, cerca de 300 componentes (segundo as obrigatoriedades do regulamento, ela não pode se apresentar com menos de 200 ritmistas). Os diretores de bateria a dividem em vários naipes de instrumentos. Antigamente, era usual concentrar os pesados atrás e os leves na frente. Hoje, são observadas diversas arrumações, com fileiras de instrumentos nas laterais e outros concentrados no meio. Cada bateria tem seu diretor principal (o chamado mestre de bateria) e outros diretores que o auxiliam no comando dos ritmistas, em número que varia de 5 a 10. Esses diretores se posicionam ao longo da ala e comandam seu setor. O naipe de tamborins, em geral, é o único que tem diretores específicos.

O puxador, para manter o andamento do samba, tem sempre a seu lado um cavaquinho (e eventualmente um violão de sete cordas). Mas tais instrumentos só aparecem junto ao carro de som, não fazendo parte do corpo da bateria. Também são proibidos nos desfiles instrumentos de sopro.

Aqui você irá conhecer mais detalhes sobre os instrumentos que compõem a bateria de uma escola de samba.

Instrumentos Pesados ou de Marcação (são a base do ritmo)

Surdo de primeira - É o maior surdo e o que dá o andamento principal ao samba, servindo como base. Os puxadores se guiam por ele para não acelerar ou desacelerar o canto do samba. Em geral, há um surdo de primeira junto aos puxadores, como guia. Tem uma afinação mais forte e mais aguda do que a dos surdos de resposta.

Surdo de segunda - É a resposta ao surdo de primeira. Serve como sustentação para o samba no momento em que o surdo de primeira está ‘parado’, sendo um contraponto.

Surdo de terceira - Aparece entre os outros dois (um pouco antes do surdo de segunda). Serve para dar um molho especial à cadência, quebrando a dureza dos outros surdos e dando um balanço à marcação. A batida varia de escola para escola, pois cada uma utiliza um tempo de corte.

A bateria da Mangueira é famosa por não apresentar os surdos de resposta (segunda e terceira). Tem apenas a primeira e um surdo de corte, também chamado surdo mor, que não é de resposta, mas que suinga a primeira. Ela é a única escola que faz sua marcação desta forma; as demais utilizam as marcações comuns com primeira, segunda e terceira.

Caixa de guerra - É o que dá o som característico ao samba. Só com o som da caixa já se pode identificar uma escola de samba. É sempre tocado com duas baquetas, e tem duas cordas sobre o ‘couro’ que dão uma afinação diferente. Marca o andamento, mas permite floreios que não ocorrem nos surdos. A forma como se toca uma caixa varia também de escola para escola: algumas utilizam o instrumento embaixo, na altura da cintura, tocando normalmente com as duas mãos; outras põem a caixa ‘em cima’, utilizando uma mão como apoio e a outra livre. O tarol é uma caixa de guerra mais fina. O som é muito semelhante, e o tarol, em tamanho, equivale a ‘meia caixa’.

Repique - É uma resposta à caixa. É bastante utilizado nas paradinhas e nas viradas do samba, como ’senha’ para a volta dos demais instrumentos. Antigamente, utilizava-se predominantemente o repique nas paradinhas. Hoje, já admite-se o uso de chocalhos, tamborins e outros, enquanto o resto da bateria silencia.

Instrumentos Leves ou de Percussão (são o molho do samba)

Chocalho - É formado por várias fileiras de ‘chapinhas’. Há chocalhos com duas, três, quatro, cinco e até seis fileiras. Não há uma grande diferença no som dos chocalhos devido ao número de fileiras (mas uma maior quantidade de fileiras produz um som mais forte). Esse instrumento aparece mais nos refrões, e fica passagens inteiras do samba sem ser tocado. O chocalho ajuda a caixa a dar o suingue do samba, mas é mais leve.

Tamborim - É um dos instrumentos mais importantes, já que faz todo o desenho do samba. Enquanto os surdos e a caixa fazem uma marcação contínua, o tamborim faz diferentes bossas no samba. Sua baqueta pode ter ponta única ou múltipla, o que produz sons diferentes. Por sua importância dentro da bateria, o naipe de tamborins costuma ter diretores específicos para ele.

Cuíca - O som da cuíca é produzido através de uma pequena haste que fica em seu interior, que puxa um esticadíssimo couro que reveste o instrumento. Seu andamento é dependente da marcação dos surdos, que são seguidos pela cuíca. As cornetas e outros apetrechos que aparecem em algumas cuícas na Avenida são meramente decorativas.

Agogô - Tem um dos sons mais agudos da bateria. A bateria do Império Serrano é famosa por privilegiar seu naipe de agogôs, o que acabou por se tornar uma das maiores marcas da escola. Atualmente são mais de 50 agogôs na bateria da verde-e-branco de Madureira.

Reco-reco - Formado por uma haste e um pedaço de madeira (ou metal), seu som é produzido pelo atrito entre essas partes. Algumas baterias já não têm mais reco-recos entre seus ritmistas, mas muitas ainda mantêm esse instrumento. O instrumento observado à esquerda é feito de metal, assim como sua vareta.

Pandeiro - Dá um ritmo característico ao samba, mas tem um som pouco audível no conjunto da bateria. Por isso, muitas escolas aboliram o pandeiro de suas baterias. É usado como ‘alegoria’ por muitos ritmistas, que o tocam para as mulatas sambarem e fazem coreografias.

Prato - Outro instrumento utilizado basicamente como ‘alegoria’ pelos ritmistas. Em geral, as escolas têm uma ou duas pessoas com o prato, à frente da bateria, sambando e fazendo malabarismos com os pratos. O som, produzido pela batida de um prato no outro, é bastante forte.

FONTE: O Dia

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Samba

Sábado, Fevereiro 23rd, 2008

SambaO Samba é a principal forma de música de raízes africanas surgida no Brasil. O nome “samba” é, provavelmente, originário do nome angolano semba, um ritmo religioso, cujo nome significa umbigada, devido à forma como era dançado.

História

O primeiro registro da palavra “samba” aparece na Revista O Carapuceiro, de Pernambuco, em 3 de fevereiro de 1838, quando Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama, escreve contra o que chamou de “samba d’almocreve”.

Em meados do século 19, a palavra samba definia diferentes tipos de música introduzidas pelos escravos africanos, desde o Maranhão até São Paulo.

O samba carioca provavelmente recebeu muita influência de ritmos da Bahia, com a transferência de grande quantidade de escravos para as plantações de café no Estado do Rio, onde ganhou novos contornos, instrumentos e histórico próprio, de forma tal que, o samba moderno, como gênero musical, surgiu no início do século 20 na cidade do Rio de Janeiro (a capital brasileira de então). Muitos pesquisadores apontam para os ritmos do maxixe, do lundu e da modinha como fontes que, quando sintetizadas, deram origem a ao samba moderno.

O termo “escola de samba” é originário deste período de formação do gênero. O termo foi adotado por grandes grupos de sambistas numa tentativa de ganhar aceitação para o samba e para a suas manifestações artísticas; o morro era o terreno onde o samba nascia e a “escola” dava aos músicos um senso de legitimidade e organização que permitia romper com as barreiras sociais.

O samba-amaxixado Pelo telefone, de domínio público mas registrado por Donga e Mauro Almeida, é considerado o primeiro samba gravado, embora Bahiano e Ernesto Nazaré tenham gravado pela Casa Édison desde 1903. É deles o samba “A viola está magoada“. Há registros também do samba “Em casa de Baiana” (1913), de autoria de Alfredo Carlos Brício. Porém ambos não fizeram muito sucesso, e foi a composição registrada por Donga que levou o gênero para além dos morros. Donga chegou a anunciar “Pelo telefone” como “tango-samba”, no Jornal do Brasil de 8 de janeiro de 1917.

Nos anos trinta, um grupo de músicos liderados por Ismael Silva fundou, na vizinhança do bairro de Estácio de Sá, a primeira escola de samba, Deixa Falar. Eles transformaram o gênero, dando-lhe os contornos atuais, inclusive coma introdução de novos instrumentos, como o surdo e a cuíca, para que melhor se adequasse ao desfile de carnaval. Nesta mesma época, um importante personagem também foi muito importante para a popularização do samba: Noel Rosa. Noel é responsável pela união do samba do morro com o do asfalto. É considerado o primeiro cronista da música popular brasileira. Nesta época, a rádio difundiu a popularidade do samba por todo o país, e com o suporte do presidente Getúlio Vargas, o samba ganhou status de “música oficial” do Brasil.

Nos anos seguintes o samba se desenvolveu em várias direções, do samba canção às baterias de escolas de samba. Um dos novos estilos foi a bossa nova, criado por membros da classe média, dentre eles João Gilberto e Antonio Carlos Jobim.

Nos anos sessenta os músicos da bossa nova iniciaram um movimento de resgate dos grandes mestres do samba. Muitos artistas foram descobertos pelo grande público neste momento. Nomes como Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti e Clementina de Jesus gravaram os seus primeiros discos.

Nos anos setenta o samba era muito tocado nas rádios. Compositores e cantores como Martinho da Vila, Bezerra da Silva, Clara Nunes e Beth Carvalho dominavam as paradas de sucesso.

No início da década de 1980, depois de um período de esquecimento onde as rádios eram dominadas pela música de discoteca e pelo rock brasileiro, o samba reapareceu no cenário brasileiro com um novo movimento chamado de pagode. Nascido nos subúrbios cariocas, o pagode era um samba renovado, que utilizava novos instrumentos, como o banjo e o tantã, e uma linguagem mais popular. Os nomes mais famosos foram Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Grupo Fundo de Quintal, Caras de Pau, Jorge Aragão e Jovelina Pérola Negra.

Em meados de 1998 surgiu uma tendência para o samba que agora seguiria para direção das influências das músicas caribenhas. Nesse tempo, bandas baianas e também cariocas laçaram novidades como o Samba-reggae, hoje a principal variante do Pagode baiano. Assim, tanto o Samba de Roda quanto a Axé Music, estavam caminhando para a decadência e com pouca vendagem de discos. No início do Século XXI, em concorrência com a popualridade dos Pagodes carioca e paulista, o Samba-reggae, um gênero originalíssimo, tem ganhado popularidade. Grandes bandas tem matido o estilo como Olodum, Terra Samba, Refla, Cidade Negra e até o Só Pra Contrariar.

Atualmente o Samba é o gênero musical mais popular no Brasil e também popular em outras regiões do mundo como no Japão. Alguns artistas brasileiros como Nelson Sargento, Monarco e Wilson Moreira produzem Samba para japoneses.

Samba-Exaltação

O samba-exaltação, é caracterizado por composições “meta-regionais”, o ufanismo observado nas composições exalta por assim dizer a cultura do país e não um folclore específico, constituindo o primeiro momento de exportação da música popular sem precedentes na história, apresentando as cores, a aquarela do país ao resto do mundo. Aquarela do brasil, de Ary Barroso, é a composição que inaugura esse estilo de samba. Carmen Miranda destaca-se como uma das grandes expoentes.

Samba-Enredo

O samba enredo é o estilo cantado pelas escolas de samba durante os desfiles de carnaval. A letra do samba-enredo, normalmente, conta uma história que servirá de enredo para o desenvolvimento da apresentação da escola de samba. Em geral, a música é cantada por um homem, acompanhado sempre por um cavaquinho e pela bateria da escola de samba, produzindo uma textura sonora complexa e densa, conhecida como batucada.

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