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Sossego 2009: Confira a sinópse do enredo

Domingo, Julho 20th, 2008

Enredo: Sorria! Você está numa cidade com muito sorriso, suor e Sossego
Como um sonho vejo, esta terra tão bela e sedutora, terra brasileira que unicamente foste fundada por indigna, que através de sua história e do seu cotidiano tem o sorriso como fundamentalmente razão da vida de cada habitante do lugar.

1º parte: Nasce uma terra sorrindo timidamente

Tudo começou em 1564, a tribo do valente Araribóia, devidamente catequizado pelos jesuítas, vindo do estado do Espírito Santo com seu espírito de luta combateu contra os franceses a favor da coroa portuguesa defendendo terras de São Sebastião do Rio de Janeiro. Como recompensa Arariboia já chamado com seu nome cristão Martim Afonso de Souza, (sorridente) ganha as Terras de Banda D”Alem, do governador Geral Men De Sá.

Em 1573 no dia 22 de novembro, em uma solene posse desta terra, em cerimônia que remitia aos tempos medievais da Europa, nascia a Aldeia de São Lourenço dos Índios, e assim toda tribo Terminimo sorriu a beira da Baia De Guanabara.

No seu primeiro século de fundação estas benditas terras banhadas pelo mar receberam Jesuítas e colonos que fascinados pela exuberância desta terra, sorriram com a fartura deste chão.

Em 1816 triste pelo falecimento de sua mãe Dona Maria ,El Rei D. João VI,passa seus dias nesta terra onde a tristeza não cabia num palacete em São Domingos. Lá ele ouvia louvores. Eram programados festas e missas.Comovido com um sorriso meio tímido, concede a sociedade o beija-mão (beija-mão era uma tradição medieval,onde era permitida ao povo apresentar-se ao rei e beijar-lhe a mão), tal cerimônia era considerada uma honra a sociedade da época.

Finalmente já estava quase pronta a emancipação de Niterói, no dia 10 de maio 1819 esta terra conquista o título de Vila Real, graças aos pedidos do povo ao El Rei D. João, mas tarde esta terra é elevada a cidade e recebe o nome de Niterói. E assim nasce uma cidade que aos poucos no crescer da sua historia faz seu povo sorrir.

2º parte: O ir, o vir de uma cidade cultural que trabalha e evolui e sorrir

O crescimento de Niterói era intimamente ligado com a revolução comercial. Em 1835 surge o serviço de navegação a vapor (Companhia de navegação de Nicterói) que ligava o Rio De Janeiro a Nicteroy, assim começava o ir e vir que na sua vida toda seria um grande marco nos transportes desta cidade, que foi evoluindo e hoje ainda permanece firme e forte, romântica, cotidiana e às vezes até caricata, não a aquele que nunca sorriu com aquela viagem contemplando a doce brisa do mar.

A economia de Niterói sempre foi engajada junto à pesca. Já nos antigos tempos de sua historia já marcava esta tendência, no século XX várias fabricas de beneficiamento do pescado (fabricas de sardinha)eram instaladas em seu litoral e em suas ilhas ao redor.

Do mar, que veio também às grandes embarcações desta terra chamada Niterói, no inicio do século XX nasce o estaleiro Rodrigues Alves, que hoje ainda se multiplicou em vários estaleiros tornando-se uma das forças na indústria de Niterói.

Não só de economia viveu a evolução da cidade de Niterói, a ciência e a pesquisa também se fez presente,criada em 1919 pelo médico Vital Brazil, surge um centro de pesquisa, ensino, desenvolvimento, produção imunológicos, medicamentos insumos e tecnologia para a saúde, ocupando uma área de 100mil m2 no bairro de Santa Rosa, uma sociedade que hoje é denominada de o Instituto Vital Brazil S.A..

O instituto é um dos laboratórios oficiais existentes no Brasil, atende a todo setor publico, e faz uma nação sorrir com a saúde.

A cultura se fez presente, seguindo próspera e agitada. O antigo prédio do Cassino Icaraí foi inaugurado dispondo de hotel, grill e salão de jogos. Grandes nomes da música brasileira e latino-americana apresentavam-se ali e o movimento rivalizava com o antigo Cassino Da Urca. Em 1946 o pres. Dutra proíbe o jogo no país e o prédio passaria abrigar muitos anos depois à reitoria da UFF.

Hoje esta mesma universidade abriga uma das mais especiais cadeiras do país, o instituto de Artes e Comunicação oferece o curso de cinema, onde assim nascem em Niterói novos diretores e magos da “telona”.

A comunicação também fez parte da evolução da economia os jornais “A Tribuna” que foste fundado em 26 de novembro de 1936, sempre ao lado dos trabalhadores foi reconhecido como um jornal popular da cidade de Niterói, e o “O Fluminense”, sendo este o segundo periódico mais antigo em circulação do estado Do Rio de Janeiro, pelas paginas do antigo jornal revelaram-se alguns mais talentosos nomes da literatura, como Euclides da Cunha, Oliveira Vianna,Olavo Bilac, Rubem Braga e Irineu Marinho.

3º parte: Niterói, para o turista é lugar de sorriso pro seu povo Sossego

Numa viagem saindo e voltando seja pela ponte ou pela barca vamos ver sempre alguém querendo uma lembrancinha desta cidade, seja por fotos ou cartões postais. Então siga este roteiro e sorriem junto com o povo desta cidade que hoje convidamos a conhecer:

Contemple o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) e siga pela orla, conhecendo as praias de Icaraí, São Francisco e Charitas, onde diversas opções gastronômicas são um convite ao almoço. Logo a seguir a estrada passa por uma pitoresca colônia de pescadores antes de alcançar a Fortaleza de Santa Cruz, um imponente complexo arquitetônico militar construído para proteger a Baía de Guanabara.

Para completar seu passeio consulte os diversos programas da agenda cultural. Área de preservação ambiental, localizada no Morro da Viração, a uma altitude de 270 metros. O Parque da Cidade reinaugurado oferece estrutura turística e possui duas belas paisagens, uma visão da Região Oceânica onde é possível admirar as lagoas de Piratininga e Itaipu e as praias oceânicas. A outra vista é um maravilhoso espetáculo dos bairros e praias da Baía de Guanabara, a baía em si, assim como um belo panorama da cidade do Rio de Janeiro. No local existem duas rampas para prática de vôo livre.

Seguindo para a Região Oceânica, encontram-se as praias de Piratininga, praia do Sossego e Camboinhas, porém nesta ultima desfrute de todo conforto hoteleiro do local, onde é possível também degustar especiarias sentado nas areias da praia. A próxima praia é Itaipu, que oferece águas calmas, além de restaurantes especializados em peixes e crustáceos e o mais belo pôr-do-sol da cidade. Mais à frente, surge Itacoatiara, paraíso dos surfistas e dos jovens.

Visite e fotografe a Igreja São Lourenço dos Índios que guarda em seu interior um precioso retábulo jesuítico, símbolo religioso da origem de Niterói. Descendo em direção ao centro, a Praça da República abriga um conjunto de prédios do início do Século XX, imperdível. O Teatro Municipal de Niterói, totalmente restaurado, é citado pelos historiadores como marco do teatro brasileiro, e funciona com os melhores espetáculos nacionais.

Em frente ao Teatro, aproveite para conferir no Shopping as delícias gastronômicas e excelentes lojas da cidade. Seguindo em direção ao Ingá, visite o Solar do Jambeiro, belíssimo prédio de arquitetura portuguesa do Séc. XIX, revestido de azulejos. Termine o dia no Museu Antônio Parreiras, pintor paisagista do início do Século XX.

O samba também se faz presente nesta viagem, em um roteiro cultural, com três agremiações carnavalescas nesta cidade e que desfilam no Rio de Janeiro, deixa o povo niteroiense mais orgulhoso, salvem! Acadêmicos do Cubango, Unidos do Vira douro e finalmente agremiação que nos orgulha sempre e faz o meu povo de Niterói sorrir Acadêmicos do Sossego.

E assim conhecida pelo seu belo exemplo de qualidade de vida faz que seu povo e esta cidade feliz assim chamada carinhosamente de Cidade Sorriso, perpetue por todo sempre.

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Parque Curicica 2009: Confira a sinópse do enredo

Sábado, Julho 19th, 2008

Enredo: O carioca é aquele: Espírito, Paixão e Fé
Espírito

Daqui de cima olho essa gente linda e cheia de graça, e me orgulho do que vejo. Numa visão quase que panorâmica, analiso cada um, com seu jeito irreverente de tocar a vida e de encantar, com inteligência e malandragem peculiares. “Cariocas são bonitos, cariocas são bacanas, cariocas são sacanas”, gostam de um bom papo, falam gíria, gesticulam, contam piadas, riem, calam-se para admirar a “morenaça” que passa no calçadão com seu gingado, e fazer o famoso “fiu-fiu”.

Afinal, eles sabem o sabor de uma cantada bem sucedida, pois o charme e a beleza da mulher carioca são do tipo que “todo gringo quer ter”. Mas eles que não se iludam, só os gringos com malandragem carioca são merecedores dessa dádiva.

Carioca… Esse é o único e legítimo produto interno bruto da cidade do Rio de Janeiro! E um produto tão rico que se mostra diverso, variado. Existe para qualquer gosto e estilo. A começar pelos que compõem a grande parte da população, aquela gente do “povão”: Ofice boys, garis, sambistas, galera das comunidades… Ou, pra quem preferir, o tipo “virador”, como os que passam o dia na rua vendendo sua mercadoria, fazendo da calçada e dos sinais de trânsito o shopping-center mais famoso da cidade e cá pra nós, no mais belo cenário do mundo.

Tem também o artista de rua, menino ou pai de família, que no lançar das bolinhas e malabaris, se mostra habilidoso. Dependendo da necessidade, dá rasteira em gilete, beliscão em azulejo para sobreviver! E faz do seu jeitinho seu maior talento. “Show de Bola!!!!!” Tem também as patricinhas, os descolados, os emergentes, os vovôs, os boêmios, a galera da baixada e os vizinhos do “outro lado da poça”, cada um com sua carioquice.

Observando melhor o dia-a-dia e a correria dessa cidade maravilhosa, vejo que ele trabalha e muito!!!, Acorda cedo, pega um trem lotado, carrega marmita, toca um pagode para descontrair a viagem e sonha!!! Sonha em ganhar no bicho, em virar patrão e que chegue logo o final de semana para curtir um baile funk, após uma pelada com os amigos. Seu forte, definitivamente, é improvisar…

Se não tem churrasqueira, usa o latão. Sem tamborim, batuca na caixa de fósforos. Faltou dinheiro pro jornal, lê as notícias em pé, na banca mesmo. É o rei da malandragem! faz o que bem entende, pois tem a plena certeza de que tudo dará certo no final. Ele sempre dá seu jeito, é o último a entrar no ônibus e já quer a janela. Como diz o Baixinho: “ele é o cara né?”

“Marrentos” por natureza, “cariocas nascem bambas, cariocas nascem craques”, o carioca usa toda sua versatilidade para mostrar sua habilidade, seja no esporte, na música ou nos mais variados tipos de arte, e tem no seu talento, o reconhecimento mundial… Quem não conhece Tom Jobim, a Garota de Ipanema, Romário, Zeca Pagodinho…

Paixão

Como é bom ver tudo do alto, dessa visão privilegiada que poucos têm. Vejo o carioca solidário que não poupa esforços para ajudar o “irmão” que acaba de conhecer. Um cara esperto, que tem o sorriso como marca registrada. “Sangue bom” do tipo “maneiro”! Que se amarra no seu time…

Que lota o “maraca”, mas só depois da praia. Trabalhador que rala pra caramba sem perder o rebolado e que tem sua recompensa ao ouvir o choro do cavaco e o toque do tamborim. “O carioca sabe que a vida é aqui e agora e que tristezas não pagam dívidas” (como disse Millôr Fernandes).

Ahhhh…. Diversão é a paixão do carioca! Povo feliz que não deixa de reservar um espaço na agenda pra curtir de montão. Adora um dia de sol bem quente e céu azul para tirar onda de surfista, do Leme ao Pontal. Ou,simplesmente, bota fogo no carvão para fazer aquele churrasquinho, acompanhado com uma “cerva” gelada, lá em cima da laje, pegando aquele bronzeado, vendo sua pipa no ar. E tem mais…

Ser carioca é ter a ginga na cintura e muito ritmo nos pés, pois sua trilha sonora é sempre variada! Ama um chorinho na Lapa, o pagode da esquina, o batidão dos bailes e, é claro, se acaba de sambar nas quadras de escolas de samba…

Mas ser carioca é, acima de tudo, ser apaixonado por esse chão. Pois não pense você que só é carioca quem nasceu no Rio. Não, não… A cidade e seu povo são tão hospitaleiros que recebem a todos de braços abertos. E o orgulho de ser daqui é tão grande que quanto mais gente chegar, melhor! É um orgulho de dividir sua cidade amada com tantos outros cariocas de coração, sejam eles de São Paulo, de Minas, do Nordeste, da Alemanha, da América, do mundo.

É um povo de fé sim… Crê na força das sete ondas que pula na praia de Copacabana, no badalar da meia noite do primeiro dia do ano, nas flores para Iemanjá, lançadas com perfume. Seja em casa, nos terreiros ou nas igrejas, o carioca não deixa de praticar. Pede proteção ao padroeiro, mas crê também em São Jorge guerreiro, de quem é devoto! Em Cosme e Damião (para alegria da molecada), no seu Zé, espelho de sua personalidade boêmia. Tem fé em si, no futuro, em Deus e na certeza de que tudo dará certo. Como canta o Zeca, “sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”.

Às vezes penso comigo que não poderia ter recebido lugar melhor para ficar. Daqui do morro vejo mar, e as montanhas; vejo o trânsito que tanto tira o ânimo desse povo; vejo as ruas cheias daqueles que buscam o melhor; vejo a felicidade estampada no rosto de toda gente, que mostra como é bom fazer parte dessa babilônia desvairada sim, mas cheia de alegria.

E numa coisa tenho que concordar: se EU sou brasileiro, com certeza carioca EU sou!

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Ordem do desfile do Grupo Especial Carnaval 2009 Rio de Janeiro

Quarta-feira, Julho 2nd, 2008

Domingo
1 - Império Serrano
2 - Grande Rio
3 - Vila Isabel
4 - Mocidade
5 - Beija-Flor
6 - Tijuca

Segunda
1 - Porto da Pedra
2 - Salgueiro
3 - Imperatriz
4 - Portela
5 - Mangueira
6 - Viradouro

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A Passarela do Samba

Domingo, Abril 6th, 2008

A Passarela do Samba do Rio de Janeiro, popularmente conhecida como Sambódromo, localiza-se na rua Marquês de Sapucaí, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.

O seu projeto, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, foi implantado durante o primeiro governo de Leonel Brizola (1983-1986), visando dotar a cidade de um equipamento urbano permanente para a exibição do tradicional espetáculo do desfile das Escolas de Samba.

Inaugurada em 1984, marcou o início do sistema de desfiles das Escolas de Samba em duas noites, tendo as escolas GRES Estação Primeira de Mangueira e GRES Portela arrebatado o público presente, sagrando-se, respectivamente, super-campeã e campeã naquele ano.

Após a construção do Sambódromo carioca, outras construções similares surgiram pelo país, entre elas o “Bumbódromo” no Amazonas e o “Sambódromo do Anhembi” em São Paulo.

Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License.
Usa material do artigo da Wikipédia “Sambódromo da Marquês de Sapucaí”.

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Samba

Sábado, Fevereiro 23rd, 2008

SambaO Samba é a principal forma de música de raízes africanas surgida no Brasil. O nome “samba” é, provavelmente, originário do nome angolano semba, um ritmo religioso, cujo nome significa umbigada, devido à forma como era dançado.

História

O primeiro registro da palavra “samba” aparece na Revista O Carapuceiro, de Pernambuco, em 3 de fevereiro de 1838, quando Frei Miguel do Sacramento Lopes Gama, escreve contra o que chamou de “samba d’almocreve”.

Em meados do século 19, a palavra samba definia diferentes tipos de música introduzidas pelos escravos africanos, desde o Maranhão até São Paulo.

O samba carioca provavelmente recebeu muita influência de ritmos da Bahia, com a transferência de grande quantidade de escravos para as plantações de café no Estado do Rio, onde ganhou novos contornos, instrumentos e histórico próprio, de forma tal que, o samba moderno, como gênero musical, surgiu no início do século 20 na cidade do Rio de Janeiro (a capital brasileira de então). Muitos pesquisadores apontam para os ritmos do maxixe, do lundu e da modinha como fontes que, quando sintetizadas, deram origem a ao samba moderno.

O termo “escola de samba” é originário deste período de formação do gênero. O termo foi adotado por grandes grupos de sambistas numa tentativa de ganhar aceitação para o samba e para a suas manifestações artísticas; o morro era o terreno onde o samba nascia e a “escola” dava aos músicos um senso de legitimidade e organização que permitia romper com as barreiras sociais.

O samba-amaxixado Pelo telefone, de domínio público mas registrado por Donga e Mauro Almeida, é considerado o primeiro samba gravado, embora Bahiano e Ernesto Nazaré tenham gravado pela Casa Édison desde 1903. É deles o samba “A viola está magoada“. Há registros também do samba “Em casa de Baiana” (1913), de autoria de Alfredo Carlos Brício. Porém ambos não fizeram muito sucesso, e foi a composição registrada por Donga que levou o gênero para além dos morros. Donga chegou a anunciar “Pelo telefone” como “tango-samba”, no Jornal do Brasil de 8 de janeiro de 1917.

Nos anos trinta, um grupo de músicos liderados por Ismael Silva fundou, na vizinhança do bairro de Estácio de Sá, a primeira escola de samba, Deixa Falar. Eles transformaram o gênero, dando-lhe os contornos atuais, inclusive coma introdução de novos instrumentos, como o surdo e a cuíca, para que melhor se adequasse ao desfile de carnaval. Nesta mesma época, um importante personagem também foi muito importante para a popularização do samba: Noel Rosa. Noel é responsável pela união do samba do morro com o do asfalto. É considerado o primeiro cronista da música popular brasileira. Nesta época, a rádio difundiu a popularidade do samba por todo o país, e com o suporte do presidente Getúlio Vargas, o samba ganhou status de “música oficial” do Brasil.

Nos anos seguintes o samba se desenvolveu em várias direções, do samba canção às baterias de escolas de samba. Um dos novos estilos foi a bossa nova, criado por membros da classe média, dentre eles João Gilberto e Antonio Carlos Jobim.

Nos anos sessenta os músicos da bossa nova iniciaram um movimento de resgate dos grandes mestres do samba. Muitos artistas foram descobertos pelo grande público neste momento. Nomes como Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti e Clementina de Jesus gravaram os seus primeiros discos.

Nos anos setenta o samba era muito tocado nas rádios. Compositores e cantores como Martinho da Vila, Bezerra da Silva, Clara Nunes e Beth Carvalho dominavam as paradas de sucesso.

No início da década de 1980, depois de um período de esquecimento onde as rádios eram dominadas pela música de discoteca e pelo rock brasileiro, o samba reapareceu no cenário brasileiro com um novo movimento chamado de pagode. Nascido nos subúrbios cariocas, o pagode era um samba renovado, que utilizava novos instrumentos, como o banjo e o tantã, e uma linguagem mais popular. Os nomes mais famosos foram Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Grupo Fundo de Quintal, Caras de Pau, Jorge Aragão e Jovelina Pérola Negra.

Em meados de 1998 surgiu uma tendência para o samba que agora seguiria para direção das influências das músicas caribenhas. Nesse tempo, bandas baianas e também cariocas laçaram novidades como o Samba-reggae, hoje a principal variante do Pagode baiano. Assim, tanto o Samba de Roda quanto a Axé Music, estavam caminhando para a decadência e com pouca vendagem de discos. No início do Século XXI, em concorrência com a popualridade dos Pagodes carioca e paulista, o Samba-reggae, um gênero originalíssimo, tem ganhado popularidade. Grandes bandas tem matido o estilo como Olodum, Terra Samba, Refla, Cidade Negra e até o Só Pra Contrariar.

Atualmente o Samba é o gênero musical mais popular no Brasil e também popular em outras regiões do mundo como no Japão. Alguns artistas brasileiros como Nelson Sargento, Monarco e Wilson Moreira produzem Samba para japoneses.

Samba-Exaltação

O samba-exaltação, é caracterizado por composições “meta-regionais”, o ufanismo observado nas composições exalta por assim dizer a cultura do país e não um folclore específico, constituindo o primeiro momento de exportação da música popular sem precedentes na história, apresentando as cores, a aquarela do país ao resto do mundo. Aquarela do brasil, de Ary Barroso, é a composição que inaugura esse estilo de samba. Carmen Miranda destaca-se como uma das grandes expoentes.

Samba-Enredo

O samba enredo é o estilo cantado pelas escolas de samba durante os desfiles de carnaval. A letra do samba-enredo, normalmente, conta uma história que servirá de enredo para o desenvolvimento da apresentação da escola de samba. Em geral, a música é cantada por um homem, acompanhado sempre por um cavaquinho e pela bateria da escola de samba, produzindo uma textura sonora complexa e densa, conhecida como batucada.

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