Enredo: Imperatriz…. só quer mostrar que faz samba também!
Carnavalesco: Rosa Magalhães
Basta um rápido olhar sobre o presente para constatar a importância de Ramos na geografia carioca do samba. São deste bairro uma das principais escolas de samba, um dos principais blocos, o Cacique de Ramos, e um dos dos principais grupos - O Fundo de Quintal. Mas essa realidade de hoje tem origem num passado culturalmente rico, extremamente musicial, marca da região da Leopoldina.
O bairro surgiu com a chegada do trem em 1886, quando a Estrada de Ferro do Norte, futura Leopoldina Railway, precisava de passar no meio das terras que haviam pertencido ao capitão Luiz José Fonseca Ramos. Seus descendentes concordaram com a obra, desde que fosse criada uma parada bem ali, na fazenda, para facilitar a vida da família. Nasceu então a Parada de Ramos, e com ela o nome do bairro, que começaria a ganhar ruas, luz, esgoto, na virada do século.
Ramos foi deixando rapidamente de ser uma vila rural, tornando-se um centro metropolitano. Surgem as primeiras ruas: professor Lace e Uranos, entre outras. Nelas, foram construídos os primeiros casarões.
A praia de banhos era a praia de Ramos, também conhecida como Mariangú, nome de ave abundante no local. O balneário tinha até cabines para troca de trajes de banhos e uma elegante avenida beira-mar. A Praia de Ramos, única da região da Leopoldina, era um lugar muito aprazível, com seus cajueiros e caça aos caranguejos, além dos banhos de lamas medicinais, pouco a pouco foi abandonada… sobrevive apenas na memória de quem um dia conheceu a “Copacabana do Subúrbio”. (more…)