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Archive for the 'Escolas' Category

Sossego 2009: Confira a sinópse do enredo

Domingo, Julho 20th, 2008

Enredo: Sorria! Você está numa cidade com muito sorriso, suor e Sossego
Como um sonho vejo, esta terra tão bela e sedutora, terra brasileira que unicamente foste fundada por indigna, que através de sua história e do seu cotidiano tem o sorriso como fundamentalmente razão da vida de cada habitante do lugar.

1º parte: Nasce uma terra sorrindo timidamente

Tudo começou em 1564, a tribo do valente Araribóia, devidamente catequizado pelos jesuítas, vindo do estado do Espírito Santo com seu espírito de luta combateu contra os franceses a favor da coroa portuguesa defendendo terras de São Sebastião do Rio de Janeiro. Como recompensa Arariboia já chamado com seu nome cristão Martim Afonso de Souza, (sorridente) ganha as Terras de Banda D”Alem, do governador Geral Men De Sá.

Em 1573 no dia 22 de novembro, em uma solene posse desta terra, em cerimônia que remitia aos tempos medievais da Europa, nascia a Aldeia de São Lourenço dos Índios, e assim toda tribo Terminimo sorriu a beira da Baia De Guanabara.

No seu primeiro século de fundação estas benditas terras banhadas pelo mar receberam Jesuítas e colonos que fascinados pela exuberância desta terra, sorriram com a fartura deste chão.

Em 1816 triste pelo falecimento de sua mãe Dona Maria ,El Rei D. João VI,passa seus dias nesta terra onde a tristeza não cabia num palacete em São Domingos. Lá ele ouvia louvores. Eram programados festas e missas.Comovido com um sorriso meio tímido, concede a sociedade o beija-mão (beija-mão era uma tradição medieval,onde era permitida ao povo apresentar-se ao rei e beijar-lhe a mão), tal cerimônia era considerada uma honra a sociedade da época.

Finalmente já estava quase pronta a emancipação de Niterói, no dia 10 de maio 1819 esta terra conquista o título de Vila Real, graças aos pedidos do povo ao El Rei D. João, mas tarde esta terra é elevada a cidade e recebe o nome de Niterói. E assim nasce uma cidade que aos poucos no crescer da sua historia faz seu povo sorrir.

2º parte: O ir, o vir de uma cidade cultural que trabalha e evolui e sorrir

O crescimento de Niterói era intimamente ligado com a revolução comercial. Em 1835 surge o serviço de navegação a vapor (Companhia de navegação de Nicterói) que ligava o Rio De Janeiro a Nicteroy, assim começava o ir e vir que na sua vida toda seria um grande marco nos transportes desta cidade, que foi evoluindo e hoje ainda permanece firme e forte, romântica, cotidiana e às vezes até caricata, não a aquele que nunca sorriu com aquela viagem contemplando a doce brisa do mar.

A economia de Niterói sempre foi engajada junto à pesca. Já nos antigos tempos de sua historia já marcava esta tendência, no século XX várias fabricas de beneficiamento do pescado (fabricas de sardinha)eram instaladas em seu litoral e em suas ilhas ao redor.

Do mar, que veio também às grandes embarcações desta terra chamada Niterói, no inicio do século XX nasce o estaleiro Rodrigues Alves, que hoje ainda se multiplicou em vários estaleiros tornando-se uma das forças na indústria de Niterói.

Não só de economia viveu a evolução da cidade de Niterói, a ciência e a pesquisa também se fez presente,criada em 1919 pelo médico Vital Brazil, surge um centro de pesquisa, ensino, desenvolvimento, produção imunológicos, medicamentos insumos e tecnologia para a saúde, ocupando uma área de 100mil m2 no bairro de Santa Rosa, uma sociedade que hoje é denominada de o Instituto Vital Brazil S.A..

O instituto é um dos laboratórios oficiais existentes no Brasil, atende a todo setor publico, e faz uma nação sorrir com a saúde.

A cultura se fez presente, seguindo próspera e agitada. O antigo prédio do Cassino Icaraí foi inaugurado dispondo de hotel, grill e salão de jogos. Grandes nomes da música brasileira e latino-americana apresentavam-se ali e o movimento rivalizava com o antigo Cassino Da Urca. Em 1946 o pres. Dutra proíbe o jogo no país e o prédio passaria abrigar muitos anos depois à reitoria da UFF.

Hoje esta mesma universidade abriga uma das mais especiais cadeiras do país, o instituto de Artes e Comunicação oferece o curso de cinema, onde assim nascem em Niterói novos diretores e magos da “telona”.

A comunicação também fez parte da evolução da economia os jornais “A Tribuna” que foste fundado em 26 de novembro de 1936, sempre ao lado dos trabalhadores foi reconhecido como um jornal popular da cidade de Niterói, e o “O Fluminense”, sendo este o segundo periódico mais antigo em circulação do estado Do Rio de Janeiro, pelas paginas do antigo jornal revelaram-se alguns mais talentosos nomes da literatura, como Euclides da Cunha, Oliveira Vianna,Olavo Bilac, Rubem Braga e Irineu Marinho.

3º parte: Niterói, para o turista é lugar de sorriso pro seu povo Sossego

Numa viagem saindo e voltando seja pela ponte ou pela barca vamos ver sempre alguém querendo uma lembrancinha desta cidade, seja por fotos ou cartões postais. Então siga este roteiro e sorriem junto com o povo desta cidade que hoje convidamos a conhecer:

Contemple o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) e siga pela orla, conhecendo as praias de Icaraí, São Francisco e Charitas, onde diversas opções gastronômicas são um convite ao almoço. Logo a seguir a estrada passa por uma pitoresca colônia de pescadores antes de alcançar a Fortaleza de Santa Cruz, um imponente complexo arquitetônico militar construído para proteger a Baía de Guanabara.

Para completar seu passeio consulte os diversos programas da agenda cultural. Área de preservação ambiental, localizada no Morro da Viração, a uma altitude de 270 metros. O Parque da Cidade reinaugurado oferece estrutura turística e possui duas belas paisagens, uma visão da Região Oceânica onde é possível admirar as lagoas de Piratininga e Itaipu e as praias oceânicas. A outra vista é um maravilhoso espetáculo dos bairros e praias da Baía de Guanabara, a baía em si, assim como um belo panorama da cidade do Rio de Janeiro. No local existem duas rampas para prática de vôo livre.

Seguindo para a Região Oceânica, encontram-se as praias de Piratininga, praia do Sossego e Camboinhas, porém nesta ultima desfrute de todo conforto hoteleiro do local, onde é possível também degustar especiarias sentado nas areias da praia. A próxima praia é Itaipu, que oferece águas calmas, além de restaurantes especializados em peixes e crustáceos e o mais belo pôr-do-sol da cidade. Mais à frente, surge Itacoatiara, paraíso dos surfistas e dos jovens.

Visite e fotografe a Igreja São Lourenço dos Índios que guarda em seu interior um precioso retábulo jesuítico, símbolo religioso da origem de Niterói. Descendo em direção ao centro, a Praça da República abriga um conjunto de prédios do início do Século XX, imperdível. O Teatro Municipal de Niterói, totalmente restaurado, é citado pelos historiadores como marco do teatro brasileiro, e funciona com os melhores espetáculos nacionais.

Em frente ao Teatro, aproveite para conferir no Shopping as delícias gastronômicas e excelentes lojas da cidade. Seguindo em direção ao Ingá, visite o Solar do Jambeiro, belíssimo prédio de arquitetura portuguesa do Séc. XIX, revestido de azulejos. Termine o dia no Museu Antônio Parreiras, pintor paisagista do início do Século XX.

O samba também se faz presente nesta viagem, em um roteiro cultural, com três agremiações carnavalescas nesta cidade e que desfilam no Rio de Janeiro, deixa o povo niteroiense mais orgulhoso, salvem! Acadêmicos do Cubango, Unidos do Vira douro e finalmente agremiação que nos orgulha sempre e faz o meu povo de Niterói sorrir Acadêmicos do Sossego.

E assim conhecida pelo seu belo exemplo de qualidade de vida faz que seu povo e esta cidade feliz assim chamada carinhosamente de Cidade Sorriso, perpetue por todo sempre.

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Santa Cruz 2009: Confira a sinópse do enredo

Sábado, Julho 19th, 2008

Enredo: Enredo: S.O.S Planeta Terra - Santuário da vida

Autores: Rosele Nicolau Jorge Coutinho
JUSTIFICATIVA DO ENREDO

Há algumas décadas, as pessoas perceberam que a preservação do Planeta Terra significava também a preservação da própria vida. Inicialmente, a preocupação era pela extinção dos animais, pela derrubada das florestas e poluição do ar, com idealistas alertando para problemas que pareciam surreais.

Hoje, a questão agravou-se e representa um desafio primordial. Estamos em um momento decisivo ante o alto nível de degradação ambiental. A violenta agressão, desrespeito e extermínio implacáveis que o homem impinge à natureza, estão ferindo a Terra.

Se não pararmos as máquinas que devastam, o desperdício que inutiliza, as ações que consomem e a insensatez que destrói nosso planeta mãe, corremos o risco de aniquilar nossa própria espécie. Portanto, cabe ao homem decidir agora seu caminho.

O GRES Acadêmicos de Santa Cruz, engajado nesta questão ambiental, promove, através do enredo “S.O.S Planeta Terra - Santuário da Vida” uma viagem por um mundo a preservar, com o objetivo de despertar uma nova consciência e uma responsabilidade real pelo futuro da Terra e da Humanidade.

Trazendo do espaço a ajuda dos guardiões do Universo que povoam o imaginário humano, vamos embarcar na nave da fantasia, impulsionados pela energia e união do carnaval, para transformar em reflexão e ações a maior festa do planeta.

Acreditando ainda ser possível a convivência em harmonia entre a humanidade e a natureza, queremos pintar de paz o planeta que nos abriga.

Precisamos tocar o coração dos homens de hoje, para que os filhos de amanhã tenham sempre o chão nosso de cada dia. É urgente agir com sabedoria, para que a exuberância e a beleza sejam imortais na face da Mãe Terra - Santuário da Vida.

S.O.S. PLANETA TERRA

Girando num bailado derradeiro
O planeta em agonia, pede ajuda, salvação.
No espaço ecoa seu lamento
Buscando a sabedoria e a luz de um guardião.
Tanta beleza, tantas cores, tantos recursos naturais!
Mãe Terra - nosso planeta - tesouro maior da Criação.
Generosa, do seu ventre fez morada, alimento, proteção.
Mas hoje, chora ferida, com tamanha ingratidão:
A muitos seres deu vida - apenas um fez pensar.
Foi justamente esse humano que por ela não soube zelar.
Ofuscado pela ganância, julgou-se superior
Do chão arrancou riquezas; das matas o verde cortou;
Por diversão ou vaidade, muitas vidas exterminou.
“- Ser racional, desumano, acorde dessa ilusão!
A agressão que fere a natureza
será sua própria destruição!
Ainda há tempo de agir, repensar os seus enganos,
buscar na convivência pacífica um futuro com novos planos.
Vamos embarcar na fantasia
Viajar em harmonia numa nave espacial
Vamos despertar da inconsciência
Fazer uso da ciência e da paz universal.” (more…)

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Parque Curicica 2009: Confira a sinópse do enredo

Sábado, Julho 19th, 2008

Enredo: O carioca é aquele: Espírito, Paixão e Fé
Espírito

Daqui de cima olho essa gente linda e cheia de graça, e me orgulho do que vejo. Numa visão quase que panorâmica, analiso cada um, com seu jeito irreverente de tocar a vida e de encantar, com inteligência e malandragem peculiares. “Cariocas são bonitos, cariocas são bacanas, cariocas são sacanas”, gostam de um bom papo, falam gíria, gesticulam, contam piadas, riem, calam-se para admirar a “morenaça” que passa no calçadão com seu gingado, e fazer o famoso “fiu-fiu”.

Afinal, eles sabem o sabor de uma cantada bem sucedida, pois o charme e a beleza da mulher carioca são do tipo que “todo gringo quer ter”. Mas eles que não se iludam, só os gringos com malandragem carioca são merecedores dessa dádiva.

Carioca… Esse é o único e legítimo produto interno bruto da cidade do Rio de Janeiro! E um produto tão rico que se mostra diverso, variado. Existe para qualquer gosto e estilo. A começar pelos que compõem a grande parte da população, aquela gente do “povão”: Ofice boys, garis, sambistas, galera das comunidades… Ou, pra quem preferir, o tipo “virador”, como os que passam o dia na rua vendendo sua mercadoria, fazendo da calçada e dos sinais de trânsito o shopping-center mais famoso da cidade e cá pra nós, no mais belo cenário do mundo.

Tem também o artista de rua, menino ou pai de família, que no lançar das bolinhas e malabaris, se mostra habilidoso. Dependendo da necessidade, dá rasteira em gilete, beliscão em azulejo para sobreviver! E faz do seu jeitinho seu maior talento. “Show de Bola!!!!!” Tem também as patricinhas, os descolados, os emergentes, os vovôs, os boêmios, a galera da baixada e os vizinhos do “outro lado da poça”, cada um com sua carioquice.

Observando melhor o dia-a-dia e a correria dessa cidade maravilhosa, vejo que ele trabalha e muito!!!, Acorda cedo, pega um trem lotado, carrega marmita, toca um pagode para descontrair a viagem e sonha!!! Sonha em ganhar no bicho, em virar patrão e que chegue logo o final de semana para curtir um baile funk, após uma pelada com os amigos. Seu forte, definitivamente, é improvisar…

Se não tem churrasqueira, usa o latão. Sem tamborim, batuca na caixa de fósforos. Faltou dinheiro pro jornal, lê as notícias em pé, na banca mesmo. É o rei da malandragem! faz o que bem entende, pois tem a plena certeza de que tudo dará certo no final. Ele sempre dá seu jeito, é o último a entrar no ônibus e já quer a janela. Como diz o Baixinho: “ele é o cara né?”

“Marrentos” por natureza, “cariocas nascem bambas, cariocas nascem craques”, o carioca usa toda sua versatilidade para mostrar sua habilidade, seja no esporte, na música ou nos mais variados tipos de arte, e tem no seu talento, o reconhecimento mundial… Quem não conhece Tom Jobim, a Garota de Ipanema, Romário, Zeca Pagodinho…

Paixão

Como é bom ver tudo do alto, dessa visão privilegiada que poucos têm. Vejo o carioca solidário que não poupa esforços para ajudar o “irmão” que acaba de conhecer. Um cara esperto, que tem o sorriso como marca registrada. “Sangue bom” do tipo “maneiro”! Que se amarra no seu time…

Que lota o “maraca”, mas só depois da praia. Trabalhador que rala pra caramba sem perder o rebolado e que tem sua recompensa ao ouvir o choro do cavaco e o toque do tamborim. “O carioca sabe que a vida é aqui e agora e que tristezas não pagam dívidas” (como disse Millôr Fernandes).

Ahhhh…. Diversão é a paixão do carioca! Povo feliz que não deixa de reservar um espaço na agenda pra curtir de montão. Adora um dia de sol bem quente e céu azul para tirar onda de surfista, do Leme ao Pontal. Ou,simplesmente, bota fogo no carvão para fazer aquele churrasquinho, acompanhado com uma “cerva” gelada, lá em cima da laje, pegando aquele bronzeado, vendo sua pipa no ar. E tem mais…

Ser carioca é ter a ginga na cintura e muito ritmo nos pés, pois sua trilha sonora é sempre variada! Ama um chorinho na Lapa, o pagode da esquina, o batidão dos bailes e, é claro, se acaba de sambar nas quadras de escolas de samba…

Mas ser carioca é, acima de tudo, ser apaixonado por esse chão. Pois não pense você que só é carioca quem nasceu no Rio. Não, não… A cidade e seu povo são tão hospitaleiros que recebem a todos de braços abertos. E o orgulho de ser daqui é tão grande que quanto mais gente chegar, melhor! É um orgulho de dividir sua cidade amada com tantos outros cariocas de coração, sejam eles de São Paulo, de Minas, do Nordeste, da Alemanha, da América, do mundo.

É um povo de fé sim… Crê na força das sete ondas que pula na praia de Copacabana, no badalar da meia noite do primeiro dia do ano, nas flores para Iemanjá, lançadas com perfume. Seja em casa, nos terreiros ou nas igrejas, o carioca não deixa de praticar. Pede proteção ao padroeiro, mas crê também em São Jorge guerreiro, de quem é devoto! Em Cosme e Damião (para alegria da molecada), no seu Zé, espelho de sua personalidade boêmia. Tem fé em si, no futuro, em Deus e na certeza de que tudo dará certo. Como canta o Zeca, “sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”.

Às vezes penso comigo que não poderia ter recebido lugar melhor para ficar. Daqui do morro vejo mar, e as montanhas; vejo o trânsito que tanto tira o ânimo desse povo; vejo as ruas cheias daqueles que buscam o melhor; vejo a felicidade estampada no rosto de toda gente, que mostra como é bom fazer parte dessa babilônia desvairada sim, mas cheia de alegria.

E numa coisa tenho que concordar: se EU sou brasileiro, com certeza carioca EU sou!

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Estácio de Sá 2009: Confira a sinópse do enredo

Quarta-feira, Julho 9th, 2008

Enredo: ‘Que chita bacana’

Carnavalesco: Cid Carvalho

Quem me vê assim tão faceira, na festança e na brincadeira de adulto ou de criança nem imagina a distância da terra de onde vim.

Pois então, seu moço, não se espante que vou relatar num instante uma história que sem querer me gabar é bonita pra danar. Eu venho de um tempo e de uma terra muito distante, de uma cultura milenar, fascinante, que fica pra lá da linha do horizonte.

Chamavam de “Índias” a minha terra natal e naquele tempo muitos diziam não haver reino igual.

A fama de tão pródigo lugar não tardou pra se espalhar. Atravessou as areias do deserto, cortou matas, cruzou as águas do mar. Em todo canto e lugar só se ouvia falar daquela terra formosa.
A Europa toda garbosa era um reboliço só. Era rei, era plebeu, era aventureiro, enfim o povo inteiro sem distinção querendo descobrir a localização, o paradeiro de tão abençoado torrão.

Pois foi lá naquelas bandas do Oriente, que buscando fama e fortuna, aquela gente esquisita, estranhamente vestida acabou por me encontrar. Fiquei sabendo depois que eram de Portugal, um pequeno, porém próspero reino europeu. Dizem que a viagem pelo mar foi uma epopéia, uma façanha sem igual; mas afinal, não é a ambição e a ganância maior que o medo ou qualquer distância?

Na verdade o que aqueles homens buscavam eram as famosas especiarias e os tesouros fabulosos, mas posso afirmar, sem receio de mentir ou errar, que nem mesmo os mais gananciosos deixaram de me notar.

Esse encontro, moço, mudou meu destino. Levaram-me pra outros mundos, conheci outros lugares e diante de grande espanto, logo substituído por encanto, desembarquei no Brasil.

Deus meu, como é bonito esse país! Por tudo que já ouvi falar do Paraíso, de mais nenhuma prova preciso. Bastou-me olhar para a imensidão do mar, praquele céu azul anil, se de fato tal lugar existiu, não tem como negar, ele se chama Brasil. Por aqui as riquezas e os tesouros são outros. É tanto bicho, tanta planta, tanta flor que, mesmo sem estar com medo, desespero ou dor, se a gente não se segurar é bem capaz de chorar sim senhor.

Em todo canto encontrei uma festa, uma brincadeira, uma procissão. Uma mão, um abraço, um afago. Um compadre, um irmão. Assim fui mudando um pouco de aparência, ganhei novas estampas, novas cores, fiquei mais alegre, sem, porém perder a inocência. Tornei-me mais tropical, mais debochada eu diria até mesmo marcada com a cara do Brasil. (more…)

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Unidos da Tijuca 2009: Confira a sinópse do enredo

Sábado, Julho 5th, 2008

Enredo: ‘Uma odisséia sobre o espaço’

Carnavalesco: Luis Carlos Bruno
Em 2009, o pavão tijucano alça vôo e alcança as estrelas para a Tijuca mostrar todo o fascínio que o céu provoca na humanidade. Tal sentimento nos acompanha desde os primórdios e, ainda hoje, é motivo de estudos e especulações, o que muito contribui com a imaginação das pessoas.

A fantasia nos apresenta o céu com seus mistérios e mitos. Já a realidade nos mostra o céu explicado à luz da Ciência. Essa dualidade em torno do espaço celeste tem feito com que o homem, ao longo dos tempos, se dedique a decifrar seus mistérios, projetando crenças e descobertas no cotidiano e na própria cultura.

CÉU DOS DEUSES

No início dos tempos, o ser humano olhava o céu com idolatria e criava o sentimento do inalcançável. Talvez, por isso, tenhamos escolhido guardar nossos deuses nesse espaço, um lugar onde nenhum ser comum poderia pensar em chegar.

As divindades de povos antigos estavam diretamente ligadas aos astros, pois depositavam sua fé em deuses que têm o céu como morada ou são explicados por elementos celestes.

Acredita-se que bênçãos e castigos podem ser outorgados por entidades divinas. Os cometas, os raios e os trovões, por exemplo, há muito eram vistos como avisos e punições enviados por deuses, pelo não cumprimento de seus desígnios.

Devido à forte ligação do homem com as divindades celestiais, surgiram histórias fabulosas sobre essas entidades. Uma delas, da mitologia grega, conta que o cavalo alado Pégaso foi transformado por Zeus, soberano entre todos os deuses, numa constelação para evitar que o herói grego Belerofonte se aproximasse do Olimpo. (more…)

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Renascer 2009: Confira a sinópse do enredo

Quinta-feira, Julho 3rd, 2008

Enredo: ‘Como vai, vai bem? Veio a pé ou veio de trem?’

Carnavalescos: Paulo Barros e Paulo Menezes

Durante milhares de anos, o homem caminhou sobre a Terra. Hoje alguns povos ainda se deslocam lentamente, passo a passo, como os ciganos e peregrinos. Caminhar é o meio de locomoção mais antigo e rudimentar. Vencer longas distâncias carregando sua bagagem sobre os ombros, ou arrastando-a. O peso aumentava e as dificuldades de carregar artefatos, alimentos e utensílios, também.

O transporte terrestre cresceu com a domesticação dos animais, tais como cão, cavalo, rena, burro, camelo, boi, búfalo, elefante, lhama etc, pois o homem percebeu que poderia usar a força animal para sua locomoção e o transporte de carga. Uma mão na roda passam a ser os carros de boi, as carroças, as carruagens. O conhecimento se funde e os bichos que levavam o peso no lombo começam a puxar os primeiros veículos. Picadas e trilhas viram caminhos e estradas. A viagem segue.

Até a era pré-moderna, as pessoas passavam uma vida inteira restritas a viagens de poucos quilômetros. Para vencer pequenas distâncias, atravessavam meses de viagem, em andanças intermináveis que pouco influenciavam a mudança de paisagem.

Velas ao mar, o vento favorável conduzia a terras distantes, línguas incompreensíveis, culturas diversas. As grandes navegações criaram novas rotas, périplos perigosos; múltiplos trânsitos revelaram um mundo desconhecido. As viagens científicas foram as primeiras a traçar os mapas, desenhando e nomeando baías, enseadas, rios, montes e praias.

Naus e caravelas enfrentam os perigos dos mares, onde realidade e fantasia se confundem, tornando ainda maior o desafio: o medo dos monstros marinhos, dos naufrágios e do fim do mundo na linha do horizonte não impediu os navegantes de buscar ilhas desertas, terras perdidas. (more…)

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Imperatriz 2009: Confira a sinópse do enredo

Quarta-feira, Julho 2nd, 2008

Enredo: Imperatriz…. só quer mostrar que faz samba também!

Carnavalesco: Rosa Magalhães

Basta um rápido olhar sobre o presente para constatar a importância de Ramos na geografia carioca do samba. São deste bairro uma das principais escolas de samba, um dos principais blocos, o Cacique de Ramos, e um dos dos principais grupos - O Fundo de Quintal. Mas essa realidade de hoje tem origem num passado culturalmente rico, extremamente musicial, marca da região da Leopoldina.

O bairro surgiu com a chegada do trem em 1886, quando a Estrada de Ferro do Norte, futura Leopoldina Railway, precisava de passar no meio das terras que haviam pertencido ao capitão Luiz José Fonseca Ramos. Seus descendentes concordaram com a obra, desde que fosse criada uma parada bem ali, na fazenda, para facilitar a vida da família. Nasceu então a Parada de Ramos, e com ela o nome do bairro, que começaria a ganhar ruas, luz, esgoto, na virada do século.

Ramos foi deixando rapidamente de ser uma vila rural, tornando-se um centro metropolitano. Surgem as primeiras ruas: professor Lace e Uranos, entre outras. Nelas, foram construídos os primeiros casarões.

A praia de banhos era a praia de Ramos, também conhecida como Mariangú, nome de ave abundante no local. O balneário tinha até cabines para troca de trajes de banhos e uma elegante avenida beira-mar. A Praia de Ramos, única da região da Leopoldina, era um lugar muito aprazível, com seus cajueiros e caça aos caranguejos, além dos banhos de lamas medicinais, pouco a pouco foi abandonada… sobrevive apenas na memória de quem um dia conheceu a “Copacabana do Subúrbio”. (more…)

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Grande Rio 2009: Confira a sinópse do enredo

Sexta-feira, Junho 27th, 2008

Pesquise Preços: CDs da Grande Rio

Enredo: Voila, Caxias! Para sempre liberte, egalité, fraternité. Merci beaucoup, Brésil! Não tem de quê!

Carnavalesco: Cahe Rodrigues

Justificativa do enredo

No carnaval de 2009 o G.R.E.S. Acadêmicos do Grande Rio fará uma homenagem ao ano da França no Brasil. Para tal, nossa intenção é consolidar a relação fraterna entre esses dois países que, ao longo da história, sempre tiveram uma relação próxima, preponderante, entre outras coisas, para a construção da identidade do Brasil como Nação. Os últimos anos, quer seja nas artes, ciência, tecnologia, educação ou na cultura em geral provam que a França sempre se fez presente em nosso país.

Em 2005, foi comemorado o Ano da Brasil na França e nós brasileiros fomos homenageados com uma série de eventos e atividades culturais, que proporcionaram aos franceses o conhecimento, mesmo que de forma condensada, de nossa diversidade artística. Em 2009, Ano da França no Brasil, cabe a nós receber e exaltar as mais diversas atividades culturais e artísticas francesas, retribuindo igual homenagem, mostrando assim, sua importância aos brasileiros e renovando nossas ligações com esta Nação.

E nada melhor do que o carnaval, maior espetáculo da Terra, para ser palco dessa grande festa de confraternização. Sendo assim, a Grande Rio, através do enredo “Voilá Caxias! Para sempre Liberte, Egalité, Fraternité. Merci beaucoup Brésil! Não tem de quê!”, pretende enaltecer os vários anos de presença francesa no Brasil, justificando a reciprocidade existente entre estes dois países.

O sol que ilumina a corte…
Solte a sua imaginação, pois a Grande Rio lhe convida a bailar! Entregue-se a essa inebriante festa de requinte, luxo e ostentação, da mais exuberante corte de todos os tempos, a Corte do Rei Sol. Os fogos de artifício iluminam os jardins de Versalhes! Prove dos melhores vinhos e champanhes desta corte, servidos nas taças do mais refinado cristal. (more…)

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Jacarezinho 2009: Confira a sinópse do enredo

Domingo, Junho 22nd, 2008

Enredo: Ora pois, pois… Tem Paticumbum à Vista!

Carnavalesco: Alex de Oliveira

jacarezinhoIntrodução

O enredo Ora pois, pois… Tem Paticumbum à Vista! É a história do carnaval. Contada pelos “portugueses de alma carioca” que influenciaram o surgimento e a evolução da maior Manifestação Popular de Cultura desse país: o Carnaval do Rio!

Sinopse do Enredo

Vindo de Portugal, como a ternura de uma rima, a certeza, de que a magia e a beleza da paixão carnavalesca do Rio é de influência portuguesa.

Ora, pois, pois sou português que sigo encantado entre o presente e o meu passado. E confesso-lhes que quando aqui cheguei pelas curvas femininas me apaixonei…

Me identifiquei com a alegria dessa terra, dia e noite, noite e dia,
com o espírito carnavalesco e a magia desse paraíso da folia. (more…)

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Viradouro completa 62 anos em 24 junho

Sábado, Junho 21st, 2008

ViradouroNo próximo domingo, 22, a Unidos do Viradouro dá início às comemorações pelos 62 anos da agremiação, que foi fundada em 24 de junho de 1946. A abertura dos festejos será durante o 1° Arraial da Viradouro, que acontecerá na quadra da escola, a partir de 16h, com comidas típicas, quadrilhas, recreadores infantis e brincadeiras com distribuição de brindes. Professores da Academia Jaime Arôxa vão dar aula de forró ao som do Grupo Candieiro, que animará o evento. O convite custa R$ 10, mas componentes da escola têm entrada franca, bastando apresentar a carteira da agremiação.

Na terça-feira, 24, feriado em Niterói por conta do dia de São João – padroeiro da cidade -, o presidente Marco Lira comandará as comemorações a partir de 9h, assistindo, junto com representantes de todos os segmentos da escola, à celebração de uma Missa em Ação de Graças. Em seguida, no campo do Clube Cinco de Julho, que fica ao lado da quadra, será disputado o Torneio Anual de Futebol Soçaite, com a participação de ritmistas da própria agremiação disputando a Copa Viradouro com integrantes das baterias da Unidos da Tijuca, Estácio de Sá e de um time formado por mestres-sala dos grupos Especial e de Acesso do Carnaval do Rio.

Encerrando as comemorações, a escola oferecerá um almoço aos componentes da comunidade e aos convidados.

A quadra da Unidos do Viradouro fica na Avenida do Contorno, 16, no Barreto, em Niterói.

Confira os cds da Viradouro no Buscapé

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